quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

E na tua nuca por instantes
encontrei paz
Respirei teu cheiro
me senti em casa.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Acabando.

   E por fim as férias, este ano ficou pra marcar. Tivemos Cunhas, Marianas, Impeachments, Terrorismos, assim como a violência cotidiana mascarada de normalidade, me faz lembrar aquela musica "Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal...".
   Foram dias tensos cuidando de tanta gente, as vezes lindos as vezes crianças mimadas, foi um stress sem tamanho mas passou, assim como beijos que ficaram pelo caminho, olhei pra dentro e vi que é difícil ser quem quero ser. Alguns projetos ficaram pra trás assim como outros foram maravilhosos, ficou o olhar no horizonte, uma pausa e logo mais voltamos com tudo.
   Os sorrisos, alegrias, fotos, calor, suor, gritos e sexos todos valeram a pena, todos ficaram como lembranças forjadas com muito amor e luta.


Ultimo gole da ultima garrafa
tateando as paredes, ânsia na porta

Meu rosto contra o espelho com a tinta vermelha da minha pessoa
Tentando apagar o que não fui

Punho cerrado beijando
a parede
Gritos surdos, presos no meu ouvido

Meu estomago espalhado pelo chão
Tudo que me nutria
Um rio no qual não me afogo

Esta sendo muito difícil
respirar.

Das confissões


domingo, 13 de dezembro de 2015

Se não acredita na minha mudança saia do meu caminho
Pois vou trilhando eu mesmo a cada pedra ou espinho
Encarando o pior de mim a cada dia
Respirando funda a cada manhã

Como um rio que não se pode voltar mais
Que a tuas vociferações sejam muito mais carnais
Que ocupem meus olhos de sinceridade nada banal

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Nem todas as pessoas são especiais em nossa vida
Mas todas as pessoas são unicas
Ser comparado é o pior erro
para um coração partido

domingo, 29 de novembro de 2015

Dois hojes...(2)

O tilintar dos óculos
As lentes se arranhando
O atrito nos queimando
Osso, músculo, sangue

Todos os focos nos
mostrando
e todas as estrelas observando
Seus movimentos lentos sobre mim
O suor
-Por que estamos de óculos ainda?
Pausa
Risada
Olhar

O frio passa
O vinho que faz o frio passar
E o frio de quem não passa, para, deixa
Sonho caminhado
Horizonte visto e almejado
Cansaço
Mas vivos lutando contra o frio

Sorrisos sinceros
O Olhar as vezes vacilante
As bocas com sede
De beijos, água e vida.

Dois hojes...

É difícil saber que não sou mais com quem
tu quer realizar teus planos
Não ser mais quem escuta as tuas falas
libidinosas
Ou o alvo fácil para teus olhos
da cor desta estação

Saber que teu corpo pede
as mãos, beijos, fluidos e tudo
de alguém que não eu.

Todo dia é um vazio dentro
do corpo, o estomago, o peito
a garganta
ultima escolha.

Meu quarto ainda esta
cheio de nossas lembranças

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cabeças quietas, xingamentos em sussurros
Falas que doem

Atravessar esse rio que me puxa, estrangula devagar, deva, AR!
Lama!
Não existe aquela passagem lá, só uma pedra sobre a outra
A verdade é um livro, e todos os capítulos não foram lidos

Passagem para algo
Uma pagina, Uni sono, monologo
Passou, passarei
E as tuas falhas morrem comigo, e os meus erros foram todos

Carrego o peso dos problemas do mundo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ultimamente não tenho nada a dizer
Só o olhar que procurar gestos gastos

A falta de reação do codigo reto e claro

Sentir, fato e vivo
O céu procura e eu procuro
Cabeças escondidas atrás da escada

Os passos deixaram uma saudade do
que nem aconteceu
Os passos passaram sem dizer nada

Passos cegos a bailar uma valsa muda

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Se eu só pudesse te amar menos, te amaria mais

E me perderia em teu pescoço e cabelo

em ti, lua.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ao caos deixo as borboletas violetas
Ao caos deixo os olhos perdidos

Ao terremoto deixo o chão
Ao mar deixo as cicatrizes

Ao corpo deixo o descanso
Sinto a fúria, dor e solidão de todos os tempos
Cai sobre mim uma pedra de gelo
a caída de um penhasco

Respiro no fundo do meu quarto
escuro e rastejante
Vicio

A tua pela doí como fogo nos olhos
uma agulha na barriga
o poço que não saio sem sorriso

A mão estendida vaguei no ar
procura o que deus não disse
procura a pedra

Sentado no silêncio de teu toque
no sol que não passa pelas nuvens

Eu cai sobre a pedra
que apareceu

Querer o valor
No quarto vagueio onde já existi
nas breves recordações

Nos brejos fica a esperança
os sapos e quem levou o que eu tinha

terça-feira, 7 de julho de 2015

Desculpe minhas palavras, é que nossas lembranças me causam vertigem.

Aqui

Sou teu, sou dele, sou meu
Já amei e deixei de ser amado, já carreguei e deixei que me carregassem
Levo um pouco dos que foram assim como deixo de mim algo
Egoísmo é achar que sou só meu ou só de alguém
Amo por me reconhecer no outro, nada me falta tudo transborda
Egoísmo é elencarmos nosso amor, isso é racional não passa pelo crivo do sensível
Amo e amo, quem está perto, quem está longe
Que já se foi ou continua aqui
Que foi com um sorriso ou voltou com lágrimas
Os que foram e os ainda irão vir
Os que toquei e os que de longe amei
Amo e amo
Egoísmo é privatizar os sentimentos
Olho com os olhos do amor
Somos como flores em plena primavera

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A quem diga que meu coração é de pedra
E não saiba a diferença de dois e dois

Nesse teto só existe dor e sem ter mente
que se confundem com demonios

A praça é escura e lá no fundo o caminho
pareçe se estreitar, e passar

Em penas esta lá dentro, lá na casa abandonada
Mas ninguem sabe por que ainda existe luz no fim do dia

A comida velha e com bolor tomou conta do jardim
Lá já nascem cogumelos e flores
Por mais que queiram se matar

Na casa velha o ar é pesado e as janelas quebradas
Lá bem no fundo da casa velha
Mora um roedor que não quer sair

A casa velha bate e bate toda a noite
Pena em cair mas se segura
Se segura nas arvores do lado

Pois já estão petrificadas
A quem diga que a casa já tombou
e só eu não vi...

quinta-feira, 5 de março de 2015

Não passa, não se supera
fica e marca
como a ferida cauterizada
que deixa uma cicatriz

Não me venha com balelas
pois isto já aconteceu demais
e mais e mais

Olho o mar,
e ele anuncia
uma tempestade.


"A bonanza talvez não venha"

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pau de selfie para espancar
 o vazio de teu espirito...