segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E eu que quis ser um pouco de você
Estar um pouco em você

Me restou as paredes e os gestos
Pintei, rabisquei e gritei
sobrou eu

Nem vastidão e recesso
nem solidão e retrocesso

Pensei ser e já fui
Patinarei e sairei de fino e fininho
Me disserammmmmm
Quem sabe tu saiba
e viva devagar

Sim eu gritei e foi um monte
mas foram dos gritos mudos que ficam no peito

E eu olhei não se engane
ou quis no fundo da alma sincera

Eu bailei sozinho no funda da minha imaginação
encostado no rosto da amiga
perdição



 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Queria viver contigo essa tarde chuvosa
estar e estar
Como quando
nos perdemos nos olhos de alguém
e desejamos ser amor

sábado, 27 de setembro de 2014

Me tranquei no quarto com a criatividade
Nos beijamos a noite inteira...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O que sobrou de nós
olhos inchados e perdidos
dedos cegos e sensíveis
uma boca rota.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Carcará e rápido e suicida.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Por que a chuva é tão melancólica
chuva traz tanta melancolia
melancolia chuvosa

Por que me fiz de tanta chuva
Sem ter
Nem ver
Perceber

domingo, 22 de junho de 2014

Flagelo

Os alienígenas quando olharem para a terra do espaço
enxergaram uma grande balde de café, coca cola e bitucas de cigarro...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Lá estava eu, mais um dia
Bebendo, querendo não ter
repetindo email, mensagens e poemas

Eu estava lá de frente a mais um abismo
tentando voar como se o amanha não
fosse nada

Sim, lá, querendo não ter
querendo te ter querendo teus beijos

Lá estava eu, embriagado pela vida
fazendo os trabalhos cotidianos, já vividos e repassados
na beira de uma boca de cena

com as mãos tremula.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Quem sabe o que me aguardou ali
no passo da esquina

Caos cantado a beira do rio
Pensado e não pensado

Não quero ser sem sentir nem viver sem olhar
Sem sentido de não ser o sensível pomar de castanhas violetas violentas

Me pergunto, sente?
vive?
come?
dorme?
faz?

Esta ai pequeno passo de ser
Aqui eu tenho dor
Aqui tenho uma tentativa de vida

Pega teu, o meu e o nosso
e o dele também
pega pra sentir, pega pra capar

Olho e no fundo do olho
frio como o dedo
que puxa o gatilho

Frio como o coração
como a mira em minha cabeça

Que sente de sentido
pega o teu, o meu, o nosso e o dele...

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A necessidade egóica me doí aos ouvidos
me doí aos olhos, que necessidade é essa?
A tentativa de mudança a mudar quase nada


"Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho"
Já dizia o rapaz da esquina...

sexta-feira, 21 de março de 2014

No fim só temos direito a ser máquina

terça-feira, 18 de março de 2014

Penseto não faz mal
mal mesmo é ficar ao esmo

Mesmo sendo esmo de medo
pensa não faz mal
senta é meio que natural

Tenta tenta
essa mal de não perdoar
pisar e remoer

Pensa enta
pensa anta
pisa mula
Passa

quarta-feira, 12 de março de 2014

Fim de dia vivo, ainda que...
Fugiu e eu que nem acabei

Palavras soltas, soltaram faísca
Assim como aquele olhar
Trocado, emprestado e perdido

Quem diria que acabaria assim
Quem diria que acabaria
Nós perdidos em alto mar
No fim do dia

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Onde esta a cabine, se não aqui
aqui nesse poste de luz, luziada, luzariu

Pequena penete palavra repete
Sincerisimus, sincerisimas
Que repete e repete e amortece

E a cabine, onde esta?
Esse motivo que nos pega
arremessa e amassa
atras da porta olhando em nossos olhos
selvagem, tanto que nos deixa estáticos
sem chão nem tática

Amassa, as massas se atraem
se machucam, sem verdade
sem o querer mais simples