segunda-feira, 4 de maio de 2015

A quem diga que meu coração é de pedra
E não saiba a diferença de dois e dois

Nesse teto só existe dor e sem ter mente
que se confundem com demonios

A praça é escura e lá no fundo o caminho
pareçe se estreitar, e passar

Em penas esta lá dentro, lá na casa abandonada
Mas ninguem sabe por que ainda existe luz no fim do dia

A comida velha e com bolor tomou conta do jardim
Lá já nascem cogumelos e flores
Por mais que queiram se matar

Na casa velha o ar é pesado e as janelas quebradas
Lá bem no fundo da casa velha
Mora um roedor que não quer sair

A casa velha bate e bate toda a noite
Pena em cair mas se segura
Se segura nas arvores do lado

Pois já estão petrificadas
A quem diga que a casa já tombou
e só eu não vi...