segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ao caos deixo as borboletas violetas
Ao caos deixo os olhos perdidos

Ao terremoto deixo o chão
Ao mar deixo as cicatrizes

Ao corpo deixo o descanso
Sinto a fúria, dor e solidão de todos os tempos
Cai sobre mim uma pedra de gelo
a caída de um penhasco

Respiro no fundo do meu quarto
escuro e rastejante
Vicio

A tua pela doí como fogo nos olhos
uma agulha na barriga
o poço que não saio sem sorriso

A mão estendida vaguei no ar
procura o que deus não disse
procura a pedra

Sentado no silêncio de teu toque
no sol que não passa pelas nuvens

Eu cai sobre a pedra
que apareceu

Querer o valor
No quarto vagueio onde já existi
nas breves recordações

Nos brejos fica a esperança
os sapos e quem levou o que eu tinha

terça-feira, 7 de julho de 2015

Desculpe minhas palavras, é que nossas lembranças me causam vertigem.

Aqui

Sou teu, sou dele, sou meu
Já amei e deixei de ser amado, já carreguei e deixei que me carregassem
Levo um pouco dos que foram assim como deixo de mim algo
Egoísmo é achar que sou só meu ou só de alguém
Amo por me reconhecer no outro, nada me falta tudo transborda
Egoísmo é elencarmos nosso amor, isso é racional não passa pelo crivo do sensível
Amo e amo, quem está perto, quem está longe
Que já se foi ou continua aqui
Que foi com um sorriso ou voltou com lágrimas
Os que foram e os ainda irão vir
Os que toquei e os que de longe amei
Amo e amo
Egoísmo é privatizar os sentimentos
Olho com os olhos do amor
Somos como flores em plena primavera