no passo da esquina
Caos cantado a beira do rio
Pensado e não pensado
Não quero ser sem sentir nem viver sem olhar
Sem sentido de não ser o sensível pomar de castanhas violetas violentas
Me pergunto, sente?
vive?
come?
dorme?
faz?
Esta ai pequeno passo de ser
Aqui eu tenho dor
Aqui tenho uma tentativa de vida
Pega teu, o meu e o nosso
e o dele também
pega pra sentir, pega pra capar
Olho e no fundo do olho
frio como o dedo
que puxa o gatilho
Frio como o coração
como a mira em minha cabeça
Que sente de sentido
pega o teu, o meu, o nosso e o dele...
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